LUANDA – O prestigiado músico angolano Jaime Palana Kingungo, imortalizado na cultura nacional como Proletário (ou Man Prole), lançou um apelo comovente e direto ao Presidente da República, João Lourenço. A solicitação de apoio institucional surge num momento crítico da sua vida, após o artista ter sofrido a amputação da perna direita, vítima de uma complicação grave (tala).O Apelo Direto à Presidência Durante a sua participação na manhã desta quinta-feira no programa “Dia Alegre”, o autor de “Scania 111” não escondeu a vulnerabilidade. Ao descrever as dificuldades físicas e sociais que enfrenta desde a perda do membro, Proletário dirigiu-se frontalmente ao Chefe de Estado:“Agradeceria bastante e profundamente caso Sua Excelência, o camarada Presidente João Lourenço, enviasse algumas pessoas no sentido de resolver a minha situação”, declarou o artista, visivelmente emocionado.Da Condecoração à Precariedade Embora tenha reconhecido com orgulho o facto de já ter sido condecorado pelo Estado angolano em reconhecimento ao seu contributo cultural, o músico sublinhou o contraste entre o prestígio simbólico e a sua atual realidade material. Proletário enfrenta agora sérias dificuldades financeiras e de mobilidade, que impedem a sua dignidade no dia-a-dia.Uma Vida Dedicada à CulturaProletário é uma das vozes mais autênticas da música popular angolana. Com uma carreira que floresceu nos anos 70, o artista é o rosto de hinos geracionais como “Scania 111” e “Kimbombeia”. A sua obra é um pilar da identidade musical de Angola, o que torna o seu atual estado de carência um tema de sensibilização nacional.O pedido de apoio institucional levanta, mais uma vez, o debate sobre a proteção social das figuras históricas da cultura angolana na fase da velhice e em situações de invalidez.