LUANDA – A justiça angolana desferiu, esta segunda-feira, um golpe decisivo contra o património do rapper e empresário Inocêncio de Nascimento Freire, conhecido mundialmente como Naice Zulo. Numa operação coordenada pelo Tribunal Dona Ana Joaquina, oficiais de justiça avançaram para o arresto de bens na residência do artista, no luxuoso condomínio Jardim de Rosas, em Luanda.
O Esqueleto da Acusação: Abuso de Confiança e Lavagem de Dinheiro
O processo-crime que corre contra o empresário é pesado. Naice Zulo é acusado de abuso de confiança e branqueamento de capitais, num esquema avaliado em 380.000.000 Kz (trezentos e oitenta milhões de kwanzas). A medida de arresto não é apenas simbólica; é uma ferramenta cautelar acionada para impedir que o arguido dissipe ativos que devem servir para ressarcir o Estado ou eventuais lesados.
Varredura Patrimonial: Contas e Carros sob Bloqueio
A ordem judicial é de “tolerância zero” e abrange a totalidade dos ativos de Inocêncio Freire. Fontes judiciais confirmam que o bloqueio inclui:
- Contas Bancárias: Congelamento total de ativos financeiros em todas as instituições operantes em Angola.
- Garagem de Luxo: Apreensão de veículos e outros bens móveis de elevado valor comercial.
- Estrutura Empresarial: Arresto de ações e participações em sociedades e negócios geridos pelo arguido.
O Contraste: Da Ostentação ao Escrutínio Judicial
A operação desta semana marca uma queda abrupta para uma das figuras mais mediáticas do Hip-Hop nacional. Naice Zulo, sempre associado a um estilo de vida de ostentação e influência, vê agora a sua liberdade financeira ser sequestrada pela Lei.
Até ao momento, reina o silêncio por parte da defesa de Naice Zulo. Não houve qualquer comunicado oficial que esclarecesse a origem dos fundos ou contestasse as graves acusações de natureza económica que agora paralisam a sua vida empresarial.