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"Escândalo na TAAG: Neide Teixeira ignora tabelas salariais e paga 3,2 milhões a 'amigo' da Refriango"

“Escândalo na TAAG: Neide Teixeira ignora tabelas salariais e paga 3,2 milhões a ‘amigo’ da Refriango”

Posted on Janeiro 12, 2026

O Salário do Privilégio: 90% Acima do Padrão

A discrepância financeira é o dado mais alarmante deste processo. Enquanto um Chefe de Divisão na TAAG tem o seu vencimento base balizado nos 1.700.000 Kz, podendo chegar aos 2.500.000 Kz apenas em casos de extrema senioridade ou cargos estratégicos, o contrato de Elson Gomes fixa o valor em 3.237.794,57 Kz.

Fontes internas confirmam que este montante ignora a grelha salarial em vigor para quadros nacionais, ultrapassando até os tetos máximos permitidos por decisões administrativas excepcionais. A situação é descrita por funcionários de carreira como um “insulto à disciplina financeira” da transportadora.

Conexão Refriango: O Elo que Explica os Números

A investigação aponta que a generosidade contratual não é obra do acaso. Neide Teixeira (Administradora) e Elson Gomes partilham um histórico profissional comum na empresa Refriango. Esta ligação prévia é apontada por fontes da companhia como o fator determinante para a atribuição de condições salariais que nenhum outro quadro nacional na mesma categoria usufrui.

Blindagem de Carreira: “Emprego Vitalício” Garantido

O favorecimento estende-se além do salário. Uma cláusula no contrato de Elson Gomes assegura que, ao terminar a sua Comissão de Serviço como Chefe de Divisão, ele será automaticamente integrado no quadro de pessoal por tempo indeterminado como técnico.

O que causa maior indignação interna é o facto de esta garantia ser absoluta: a integração ocorrerá independentemente da duração do serviço ou do desempenho demonstrado no cargo de chefia, uma “blindagem” raramente vista nos contratos da empresa.

Conflito com a Realidade da TAAG

Ironia ou não, o novo Chefe de Divisão terá como funções analisar o clima organizacional e propor medidas de retenção de talentos. No entanto, a sua própria entrada, marcada pelo que funcionários chamam de “clientelismo despudorado”, está a produzir o efeito inverso: um profundo mal-estar entre os quadros antigos e uma quebra na confiança na gestão de Tânia Marques e Neide Teixeira.

A contratação colide frontalmente com o discurso oficial de racionalização de custos e meritocracia, deixando a atual administração da TAAG perante um grave problema de reputação interna e externa.

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