Engrácia Soito João, Diretora Adjunta da Sociedade Mineira de Catoca, é acusada de desviar fundos da empresa para ostentação pessoal e de liderar um “laboratório de intrigas” para derrubar a atual gestão e assumir a presidência da gigante dos diamantes.
O Contraste do Luxo e a Suspeita de Desvios
Fontes próximas à empresa denunciam uma mudança radical no padrão de vida da Eng.ª Engrácia da Luz dos Santos Soito João. A diretora, que anteriormente residia na zona periférica do Bita Sapú, habita agora uma moradia de alto padrão na Centralidade Nova Vida.
- Alegações de Desvio: Suspeita-se que o financiamento deste património e de tratamentos médicos luxuosos para familiares provenha de fundos desviados da área administrativa de Catoca.
- Nepotismo: A gestora é ainda acusada de exonerar quadros de carreira para nomear familiares e pessoas da sua confiança pessoal, sem competência técnica comprovada.
A “Guerra Suja” pelo Poder
O clima na Sociedade Mineira de Catoca é descrito como “insuportável”. Engrácia Soito João é apontada como a mentora de uma campanha de desestabilização contra o atual Diretor-Geral, Benedito Paulo Manuel.
- O “Laboratório”: Juntamente com o seu assessor António Victor dos Santos (descrito como o estratega) e Adair Paulo André (executor técnico), a diretora teria montado uma célula de fabricação de notícias falsas e gravações clandestinas.
- Estratégia de Coação: O objetivo seria convencer os acionistas (Endiama e Alrosa) de uma inexistente má gestão, apesar de os indicadores de Catoca — responsável por 75% dos diamantes de Angola — mostrarem crescimento contínuo.
Silêncio e Impunidade
Apesar da gravidade das acusações, que incluem terrorismo psicológico, e-mails fraudulentos e uso indevido de bens da empresa, a diretora mantém uma postura de confronto nos corredores, assumindo-se como “rancorosa” perante os subordinados.
Reflexo Económico: O que está em jogo?
A Sociedade Mineira de Catoca não é apenas uma empresa; é o motor da economia diamantífera angolana. Qualquer instabilidade na sua estrutura administrativa:
- Afeta a confiança da Alrosa (parceira russa estratégica).
- Pode comprometer as metas de exportação de 17 milhões de quilates previstas para este ciclo.
- Coloca em risco a segurança de milhares de postos de trabalho diretos e indiretos na Lunda Sul.