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Mulheres brasileiras entregam Carta da COP30 ao Ministro Edson Fachin e reforçam liderança feminina na governança climática

Mulheres brasileiras entregam Carta da COP30 ao Ministro Edson Fachin e reforçam liderança feminina na governança climática

Posted on Novembro 17, 2025

Em um momento histórico para a agenda climática brasileira, a Carta das Mulheres para a COP30 foi oficialmente entregue ao ministro Edson Fachin, em um ato simbólico que marcou o compromisso coletivo das mulheres com a justiça climática, a equidade e a participação plena nos espaços de decisão. A entrega foi realizada pelas mãos de Luiza Helena, representando o esforço conjunto de diversas organizações da sociedade civil que construíram o documento de forma colaborativa. A mobilização começou em Brasília e, com o trabalho dedicado de várias lideranças femininas, permaneceu aberta à contribuição de entidades sociais até consolidar a versão final apresentada ao ministro.

A iniciativa integra o Projeto Bancada Feminina na COP30, que lança hoje, às 15h45, no Hub da Amazônia, a Carta que reivindica o reconhecimento do papel estratégico das mulheres na defesa dos biomas, na formulação de políticas ambientais e na construção de soluções sustentáveis. O documento, coordenado pelo Grupo Mulheres do Brasil, reúne como organizações realizadoras a Quero Você Eleita, Instituto AzMina, Elas no Poder, Elas Pedem Vista, IGCP, GRA: Gabriela Rollemberg Advocacia, Instituto Global ESG, RGB: Rede Governança Brasil e Instituto Ser Educacional. A diversidade dessas instituições reforça a convergência de agendas sociais, ambientais e de governança que sustentam a Carta.

Entre os destaques, o documento exige que ao menos 20% do financiamento climático global seja destinado a iniciativas lideradas por mulheres, a criação do Fundo “Mulheres Guardiãs dos Biomas” e a implementação de cotas femininas em todos os espaços de poder, especialmente nos cargos de natureza política. Tais medidas reafirmam que a crise climática é, antes de tudo, uma crise de desigualdade e que a superação desse cenário depende de liderança, reparação histórica e centralidade feminina nas decisões estratégicas.

O protagonismo da RGB foi igualmente fundamental na construção e articulação do documento, reforçando a importância da governança como eixo estruturante das políticas climáticas. A presença feminina na rede, liderada pela presidente Cristiane Nardes, evidencia a força das mulheres na promoção de boas práticas, na integração institucional e na defesa da transparência e da responsabilidade pública. O evento também reforça o papel das mulheres técnicas, pesquisadoras, gestoras e dirigentes que vêm ampliando seu espaço em ambientes tradicionalmente masculinos e contribuindo de forma decisiva para o avanço da governança climática no país.

O projeto conta ainda com embaixadoras que representam diversos biomas e territórios brasileiros. Entre elas, destacam-se Ministra Maria Elizabeth Rocha (STM), Luiza Brunet, ativista reconhecida nacionalmente, e Luciene Kayabi, importante liderança indígena. O movimento recebe apoio institucional de figuras como Mônica Monteiro (representante feminina no BRICS e CNBC) e Lilian Schiavo (líder do G100), A presença de Lilian, que e presidente Brasil da Global Networking G100, um ecossistema global de mulheres líderes, empresárias, investidoras e representantes de organizações de impacto,  conferiu à iniciativa da Carta das Mulheres para a COP30 um pilar ainda mais sólido de governança, influência e articulação internaciona pois ela atua também como presidente nacional da OBME, Organização Brasileira de Mulheres Empresárias.

A Bancada Feminina convoca governos, instituições e a sociedade civil a transformar a Carta em ações concretas, para que a COP30 se torne um marco de governança climática baseada em equidade. A entrega da Carta ao ministro Fachin simboliza não apenas o início de um ciclo de mobilização, mas também a afirmação de que o futuro climático do país precisa ser construído com liderança, diversidade e justiça. Mulheres de todo o Brasil, articuladas em rede, mostram que estão prontas para conduzir essa transformação.

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