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Irmão do Presidente da República Acusado de Envolvimento na Morte de Cidadão Argentino por Dívida de Dois Milhões de Dólares

Irmão do Presidente da República Acusado de Envolvimento na Morte de Cidadão Argentino por Dívida de Dois Milhões de Dólares

Posted on Outubro 3, 2025

LUANDA, Angola – O general Sequeira João Lourenço, chefe-adjunto da Casa Militar da Presidência e irmão do Presidente da República, está a ser acusado por uma cidadã angolana de estar implicado na morte do seu marido, de nacionalidade argentina, no contexto de uma dívida de dois milhões de dólares. A denúncia, publicada pelo Imparcial Press, foi feita pela viúva, identificada apenas como Juliana.Segundo a denunciante, a empresa do general, SJL, contraiu a dívida junto do seu falecido marido, que na altura trabalhava na área de logística da Casa Militar, no âmbito de um negócio de importação. Após a morte do cidadão argentino, ocorrida em circunstâncias consideradas suspeitas num acidente de viação na província do Cuanza Sul, o general Sequeira João Lourenço recusa-se a pagar a dívida à família.Juliana relata uma série de acontecimentos que adensam a suspeita sobre o caso. Antes da morte do marido, ela havia apresentado uma queixa-crime contra o general, sendo representada pelo antigo primeiro-ministro Marcolino Moco. Pouco tempo depois, o seu marido morreu no acidente e Marcolino Moco foi afastado do cargo de administrador não-executivo da Sonangol. “Acredito que os dois acontecimentos estão relacionados, porque estávamos a lidar com alguém muito poderoso”, afirmou a viúva.A denunciante assegura ter tentado resolver a situação de forma amigável, mas encontrou sempre resistência por parte do general, que agora nem sequer atende as suas chamadas. Numa tentativa de mediação, Juliana contactou a filha do general, Neusa, que “acabou ameaçada pelo próprio pai para não se envolver no assunto”.Apelo Desesperado ao Presidente da RepúblicaA viúva recorda que, antes da tragédia, tentou expor o caso pessoalmente ao Presidente João Lourenço durante um evento oficial, mas foi impedida. “Pouco depois recebi um telefonema do general a repreender-me e, dias mais tarde, o meu marido morreu no acidente no Cuanza Sul”, relatou. Em desespero e a enfrentar dificuldades financeiras, Juliana apela agora à intervenção direta do Chefe de Estado para a resolução do caso.O general Sequeira João Lourenço, para além do seu alto cargo na Presidência, é uma figura envolvida em outras controvérsias, incluindo a aquisição de aviões da Sonangol e denúncias de desvio de recursos da Unidade de Execução de Desminagem (UED), o que, segundo as acusações, terá prejudicado operações vitais no país. Fonte; Imparcial Press

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