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O legado envenenado de Joel Leonardo e a responsabilidade de João Lourenço

O legado envenenado de Joel Leonardo e a responsabilidade de João Lourenço

Posted on Setembro 17, 2025

Quando Joel Leonardo deixou o Tribunal Supremo de Angola e, por inerência, a presidência do Conselho Superior de Magistratura Judicial por “razões de saúde”, deixou profundamente doente um sistema judicial ligado há demasiado tempo à máquina do partido, o MPLA. Acentuando essa ligação.

Naturalmente, quando Angola, e o mundo que se interessa por Angola, soube da notícia, encolheu os ombros: o mal estava feito há demasiado tempo. Joel Leonardo saiu tarde, muito tarde. E a culpa é, em última análise, do Presidente João Lourenço.

Também por isso concordo quase sem ressalvas com o que Celso Filipe escreve no seu Radar África desta terça-feira (16 de setembro), no Jornal de Negócios: “Joel Leonardo simboliza um falhanço em Angola”.

Entretanto, João Lourenço soma viagens internacionais – 120 em oito anos, segundo o Novo Jornal – num contraste gritante com a distância crescente em relação ao cidadão comum.

Enquanto os angolanos enfrentam a rua e os caixotes, o Presidente parece blindado a críticas, até quando protestos irrompem em pleno Estádio 11 de Novembro.

A sucessão em 2027 aproxima-se, mas João Lourenço já anunciou que, não sendo candidato, indicará o seu sucessor.

Antecipamos que também aqui João Lourenço deixará que o processo se arraste, sufocando o debate e a possibilidade de surgirem candidatos com um projeto para o país que pudesse ser discutido por todos e não erodido na intriga interna do partido.

Quando chegou ao cargo, João Lourenço disse: “Reformador? Vamos trabalhar para isso, mas claro, Gorbachev não, Deng Xiaoping sim”. Percebemos hoje que nem Gorbachev, nem Xiaoping, e menos ainda reformador.

O desafio que resta é simples: permitir que os candidatos à liderança se apresentem, promovam debate e ganhem legitimidade junto da sociedade civil. Caso contrário, a perceção de continuidade ou mesmo de retrocesso em relação ao seu antecessor só se agravará. Outro falhanço.

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