Um militar das Forças Armadas Angolanas (FAA), identificado como António Songuile Cassequel, de 30 anos, foi assassinado à facada nas primeiras horas deste domingo, no bairro Augusto Ngangula, município de Cacuaco, quando tentava mediar um conflito entre o seu primo e um conhecido marginal da zona.
Segundo relatos de testemunhas e amigos da vítima, António, que se encontrava a conviver com conhecidos numa maratona, interveio para pôr fim a uma desavença entre o seu primo e o jovem identificado como Gabriel Luís “Popula”, de aproximadamente 21 anos.
“Ele conseguiu acalmar os ânimos. O agressor afastou-se e tudo parecia resolvido. Mas pouco tempo depois, regressou ao local e quando o António se aproximou para reafirmar a paz, foi surpreendido com um golpe de faca na garganta”, contou um dos amigos presentes.
A vítima ainda tentou resistir, mas sucumbiu ao ferimento no local. António Cassequel era especialista sapador da 101.ª Brigada de Infantaria das FAA, e residia nas imediações da rua dos BI.
De acordo com moradores, o presumível autor do homicídio, Gabriel “Popula”, é um conhecido elemento problemático da zona, com histórico de envolvimento em atos de violência.
Segundo relatos, o jovem alegadamente recorre à influência do pai — um suposto superintendente da Polícia Nacional — para intimidar vizinhos.
“Não é a primeira vez que ameaça pessoas. Usa o nome do pai e age como se estivesse acima da lei”, denunciou um morador da rua Afonso.
Fontes da família da vítima confirmaram à imprensa que o suspeito foi detido e encontra-se sob custódia no comando municipal de Cacuaco. A residência do pai do acusado está sob forte proteção policial, após tentativas de vandalização por parte de amigos e conhecidos do malogrado.
Clamor por justiça
A morte do jovem militar causou consternação na comunidade e levantou apelos por justiça e maior controlo sobre indivíduos com comportamento reiteradamente violento.
“Perdemos um irmão trabalhador, disciplinado e que servia o país. Não podemos permitir que a impunidade continue a fazer vítimas”, desabafou um familiar à nossa redação.
As autoridades policiais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.