A Selecção Nacional sénior feminina de basquetebol prossegue os trabalhos de preparação em Luanda, enquanto aguarda pela resolução de questões burocráticas relacionadas com a obtenção dos vistos de entrada em Espanha, país onde está previsto decorrer o estágio pré-competitivo, tendo em vista o Afrobasket da Côte d’Ivoire.
O impasse documental tem atrasado a deslocação da comitiva angolana para Madrid, local escolhido pela Federação Angolana de Basquetebol (FAB) para a realização da última fase de preparação antes do arranque do Campeonato Africano das Nações, marcado para o período de 26 de Julho a 3 de Agosto, no Palácio dos Desportos de Treichville, em Abidjan.
Apesar do constrangimento, as convocadas do seleccionador Paulo Macedo mantêm o foco e o compromisso nos treinos que decorrem diariamente no Pavilhão Victorino Cunha, na capital. A carga de trabalho inclui sessões técnicas, tácticas e físicas, com ênfase no entrosamento colectivo e na consolidação dos fundamentos do jogo.
Em declarações recentes, o vice-presidente da FAB, Sílvio Lemos, assegurou que estão a ser feitos todos os esforços, em coordenação com as autoridades diplomáticas espanholas, para que o processo de vistos seja concluído nos próximos dias. “Estamos a acompanhar de perto a situação. Trata-se de uma questão meramente administrativa, que não depende apenas da Federação, mas temos confiança de que será ultrapassada a tempo de a equipa cumprir o estágio tal como previsto”, referiu o dirigente.
O estágio em Madrid, com duração prevista de quatro semanas, será decisivo para a definição da lista final das 12 atletas que vão representar Angola no Afrobasket. A ideia da equipa técnica é aproveitar o período na Europa para realizar jogos de controlo com outras selecções ou equipas locais, reforçando o ritmo competitivo do grupo.
Entretanto, cinco jogadoras que actuam na diáspora, Priscila Varela, Cácia António, Artémis Afonso, Alexia Dizeco e Teresa Mbemba vão juntar-se directamente à comitiva em solo espanhol, o que reforça a necessidade de uma solução célere para a emissão dos vistos.
Angola, que venceu a competição em 2011 e 2013, procura regressar ao pódio africano e melhorar a prestação da última edição. O seleccionador nacional conta com um misto de juventude e experiência, apostando numa equipa dinâmica, disciplinada e focada na superação.