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GOSTAM APARECER GOVERNADORA DO BENGO NO CENTRO DA POLÊMICA : Crianças forçadas a Marchar e Motoqueiro Agredido

GOSTAM APARECER GOVERNADORA DO BENGO NO CENTRO DA POLÊMICA : Crianças forçadas a Marchar e Motoqueiro Agredido

Posted on Junho 29, 2025

O sábado, 28 de junho, amanheceu sob o peso da controvérsia em Caxito. A marcha organizada pelo MPLA, que deveria ser um ato de apoio voluntário ao Presidente João Lourenço, revelou um cenário sombrio de coação, medo e intolerância.

No centro da indignação está a governadora do Bengo, Maria Nelumba. Mesmo durante o período de férias escolares, dezenas de crianças foram mobilizadas para marchar sob o sol, empunhando bandeiras e entoando palavras de ordem. A imagem de menores uniformizados, arrancados do descanso escolar para fins políticos, chocou pais e observadores.

 

Mas o episódio mais alarmante ainda estava por vir.

Durante a marcha, um motoqueiro que circulava com um chapéu  da UNITA foi violentamente interpelado por militante do MPLA, identificado como Valente Fabiano, conhecido como “Tubarão Branco”. O chapéu do cidadão foi arrancado à força, num ato que simboliza o agravamento da intolerância política na região.

A cena, presenciada por populares, gerou revolta e medo. “Hoje foi um chapéu. Amanhã, o que será?”, questionou um transeunte.

Este episódio não é isolado. Nos dias que antecederam a marcha, escolas como o Complexo Escolar nº 351, no Panguila, foram pressionadas a mobilizar alunos e professores. Diretores escolares, sob ordens do Diretor Provincial da Educação, Manuel Kurizemba, e da própria governadora, executaram uma cadeia de comando que muitos classificam como abuso de poder.

Em Nambuangongo, moradores das aldeias do Gombe e Kifama denunciaram ameaças de exclusão do projeto Kwenda caso não participassem da marcha. A administradora municipal, Deolinda Manuel João, também é apontada como cúmplice na estratégia de coação.

O silêncio das instituições e a tentativa do Comité Provincial do MPLA de abafar os factos apenas alimentaram a indignação.

Hoje, o Bengo não marchou por convicção. Marchou sob pressão. E o país inteiro assistiu.

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