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Benguela: PGR conduz à cadeia chefe do Instituto Nacional da Habitação - Gizela Rodrigues é suspeita de corrupção na distribuição de casas nas centralidades

Benguela: PGR conduz à cadeia chefe do Instituto Nacional da Habitação – Gizela Rodrigues é suspeita de corrupção na distribuição de casas nas centralidades

Posted on Maio 26, 2025

Gizela Tatiana Rodrigues dos Santos Estevão, chefe do Departamento Provincial de Benguela do Instituto Nacional da Habitação (INH), foi detida nesta segunda-feira, 26 de Maio, por suspeitas de peculato, tráfico de influência, abuso de poder e corrupção passiva de funcionário, no âmbito de um processo criminal relacionado com a atribuição de residências nas três centralidades habitacionais da província.

A detenção foi realizada em cumprimento de um mandado emitido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), na sequência de uma investigação conduzida pelo Ministério Público junto dos órgãos de Polícia Criminal de Benguela, no processo n.º 73847/2024.

Segundo o Novo Jornal, que cita uma nota da PGR, existem fortes indícios de envolvimento da responsável na má gestão e distribuição irregular de imóveis, muitos dos quais já tinham sido alvo de apreensão judicial entre 2022 e 2024, durante investigações que culminaram na detenção de outros funcionários do Governo Provincial de Benguela.

A investigação teve origem numa denúncia apresentada por funcionários do próprio sector da habitação, que relataram irregularidades na atribuição de dezenas de residências e alegado descaminho de verbas públicas.

Na semana passada, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) realizou buscas ao gabinete da responsável, tendo sido apreendidos documentos e equipamentos informáticos considerados relevantes para o processo.

A Procuradoria justifica a medida de coação com fundados receios de fuga e perigo de perturbação da instrução processual, atendendo à natureza dos crimes e ao cargo ocupado por Gizela Rodrigues.

Em declarações anteriores ao Novo Jornal, a agora detida havia garantido estar “tranquila” e afirmou não ter sido formalmente notificada de qualquer processo. “Quanto a isso [as buscas], é algo normal, nada mais a dizer”, declarou na altura.

O caso insere-se num contexto mais amplo de reforço do combate à corrupção e à má gestão de bens públicos, com as autoridades judiciais a intensificarem a vigilância sobre programas habitacionais de interesse social, especialmente em províncias com histórico de irregularidades no sector.

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