Cerca de 123 agentes da Educação na província do Bengo correm o risco de serem excluídos do Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE), por não terem realizado o processo de cadastramento que decorreu entre 7 de Setembro a 25 de Outubro do ano transacto, abrangendo toda a extensão territorial da província.
O alerta foi feito por Bernardo Raul, chefe do Departamento de Inspecção e Supervisão Pedagógica do Gabinete Provincial da Educação, durante um encontro técnico extraordinário realizado na última sexta-feira com subdiretores administrativos das escolas do II Ciclo e chefes de Secção de Recursos Humanos das Direcções Municipais da Educação, numa das salas do referido gabinete.
“Passados sensivelmente seis meses desde o encerramento do cadastramento, contabilizamos actualmente cerca de 123 agentes que não se pronunciaram. Há indícios de que alguns poderão estar no exterior do país ou em paradeiro desconhecido”, informou o responsável.
Bernardo Raul advertiu que, caso a situação não seja regularizada, os nomes dos agentes omissos serão publicados em edital, como potenciais excluídos do SIGFE, medida que poderá culminar na suspensão definitiva dos salários e remoção do sistema, permitindo assim a abertura de concursos públicos para substituição de vagas.
“Um edital será brevemente divulgado para identificar o paradeiro dos agentes. Esgotado o período de suspensão de salários, os mesmos serão removidos do SIGFE, criando espaço para o ingresso de novos profissionais através de concurso público”, esclareceu.
Por sua vez, Arlindo Daniel, chefe do Departamento de Planeamento, Estatística e Recursos Humanos, apelou aos novos chefes de secção nomeados no quadro da Nova Divisão Político-Administrativa (NDPA) a realizarem rastreios contínuos com vista à identificação e remoção de profissionais ausentes dos seus postos de trabalho desde o término do cadastramento.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita