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João Lourenço é malquisto em Moscovo? – Graça Campos

João Lourenço é malquisto em Moscovo? – Graça Campos

Posted on Maio 7, 2025

O Presidente João Lourenço não consta entre os quase 30 chefes de Estado e de Governo que o líder russo, Vladimir Putin, convidou para os festejos do 80º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi.

A meio desta semana, as autoridades russas confirmaram a presença, em Moscovo, de 29 chefes de Estado e de Governo para assistirem a um grande desfile militar, que se realiza daqui a dois dias, ou seja, sexta-feira, 9.

Entre os principais líderes mundiais já confirmados constam os presidentes chinês, Xi Jinping, e brasileiro, Lula da Silva.

Para o desfile militar do Dia da Vitória, Vladimir Putin incluiu, também, os líderes do Burkina Faso, Ibrahim Traoré, o maliano  Assimi Goïta, e o nigerino Abdourahamane Tchiani. Esse triunvirato chegou ao poder por via de golpes de Estado patrocinados pela Rússia.

Na África que tem o português como língua oficial, apenas o bissau-guineense Umaro El Mokhtar Sissoco Embaló recebeu e aceitou prontamente o convite de Putin. Outro líder africano convidado e estará presente é o congolês Dennis Sassou Nguesso.

Depois da visita oficial de dois dias à Índia, que concluiu segunda-feira, especulou-se que o destino imediatamente a seguir do Presidente angolano seria Moscovo onde assistiria ao desfile militar comemorativo dos 80 anos da vitória soviética sobre a Alemanha nazi.

Contactada por um jornalista angolano, um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores negou qualquer convite ao Presidente João Lourenço.
“O Presidente da República não foi convidado a esse evento”, disse categoricamente a fonte.

Em Abril do ano passado, o embaixador russo em Angola, Vladimir Tararov, entregou ao Presidente João Lourenço um convite para participar das celebrações do80 º. Aniversário do Dia da Vitória na Segunda Guerra Patriótica, que se assinala precisamente no dia 9 desta semana.

Segundo o diplomata russo, o Presidente angolano teria aceitado o convite “com prazer, o que reflecte o nível das relações dos dois Estados”.

A ausência de João Lourenço de Moscovo sugere que depois de Abril de 2024, as relações de Angola com a Rússia terão sofrido alguma perturbação.

Angola e a Rússia, sucessora da União Soviética, já tiveram relações multifacetadas muito estreitas. A antiga União Soviética foi a principal fornecedora de armas com que Angola lutou contra as forças sul-africanas que em diversos momentos invadiram e ocuparam parcelas do seu território.

Até hoje, as Forças Armadas Angolanas são essencialmente equipadas com material de origem russa. Mas, desde que chegou ao poder, em 2017, o Presidente João Lourenço tem privilegiado relações com os Estados Unidos.

Em 2022, o Presidente João Lourenço definiu os EUA como “parceiro ideal” para rearmar Forças Armadas Angolanas.

Dirigindo-se à imprensa, em Washington, o líder angolano disse que o seu país estava interessado em adquirir armamento americano como parte de um programa de reorganização das suas forças armadas.

“Nós entendemos que chegou o momento de darmos o salto para rearmarmos as nossas forças armadas também com equipamento da NATO e olhamos para os próprios Estados Unidos como o parceiro ideal para nos ajudar a fazer essa transição”.

Antes da declaração de João Lourenço, o então secretário de Defesa dos Estados Unidos, Llyod Austin, disse ter recebido pedidos de Angola para material militar e que o assunto estava a ser analisado pelo Departamento de Estado.

O Presidente João Lourenço confirmou a viragem de Angola para os Estados condenando a invasão russa da Ucrânia. Ele disse “não entender” como é que um país que ajudou Angola a combater invasões externas “esteja agora a fazer isso à Ucrânia. Se nós lutámos contra os invasores entendemos que todos os outros povos estão no mesmo direito de o fazer”.

Desde que é Presidente de Angola, João Lourenço já esteve duas vezes nos Estados Unidos (2022 e 2024) e uma vez na Rússia (2019).

Sem autor, data e destinatário conhecidos, está, agora, a circular nas redes sociais uma mensagem, atribuída ao ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, segundo a qual nos “momentos mais difíceis da história de muitos países, estivemos com ele. Hoje os traidores deram uma volta de 360º. Muitos deles esqueceram-se da natureza dos Estados Unidos. Eles são como camaleões: mudam de cor a qualquer momento”.

A mensagem, apócrifa, repete-se, tem como título “OS TRAIDORES UM DIA VÃO PENSAR NA RÚSSIA”.

*Jornalista

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