O Banco Nacional de Angola (BNA) instaurou processos de contravenção contra três antigos administradores do Banco Yetu, nomeadamente Abrahão Pio dos Santos Gourgel, Rui Jorge Carneiro Mangueira e Filipe Miguel Fernandes de Berardi.
A informação surge na sequência de comunicações divulgadas pela atual administração da instituição bancária nos dias 27 e 29 de abril de 2025.
De acordo com nota emitida pelos visados, os processos — identificados como n.º NBA1YETUPC/043/24 e NBA1YETUPC/043/24 – A — referem-se a infrações classificadas como contravenções penais, consideradas no ordenamento jurídico angolano como infrações de menor potencial ofensivo, previstas na Lei das Contravenções Penais e no Código Penal.
Os ex-administradores esclarecem que os processos instaurados pelo regulador se relacionam a actos específicos ocorridos em 2024, alegadamente conduzidos exclusivamente pelo então Presidente da Comissão Executiva do Banco Yetu.
Segundo o comunicado, Gourgel, Mangueira e Berardi afirmam não ter tido qualquer envolvimento direto ou indireto nas práticas investigadas e sublinham que não foram sequer chamados a prestar esclarecimentos durante o processo, não existindo, portanto, elementos factuais ou legais que os vinculem às infrações apontadas.
Diante das insinuações contidas nas recentes comunicações do banco, os antigos administradores repudiam qualquer tentativa de associar os seus nomes a atos irregulares, classificando tal associação como infundada e prejudicial.
Os signatários alertam ainda para os potenciais danos reputacionais que a disseminação de informações imprecisas pode causar à imagem institucional do Banco Yetu e à confiança de clientes, investidores e parceiros.
Por fim, apelam à actual administração e aos accionistas da instituição para que revejam o teor das declarações divulgadas, assumindo uma postura pautada pela responsabilidade, transparência e respeito à trajectória daqueles que serviram o banco.