Os funcionários da Empresa Pública de Águas e Saneamento (EPAS) do Moxico enfrentam uma situação crítica, estando há sete meses sem receber salários. A direcção da empresa atribui esta situação à elevada dívida acumulada pelos clientes, que ultrapassa os 400 milhões de kwanzas.
De acordo com o presidente do Conselho de Administração da EPAS/Moxico, Eurico Jorge, os clientes domésticos lideram a lista de devedores, com um total de 340 milhões de kwanzas, seguidos pelas instituições privadas, com 40 milhões, e pelas instituições públicas, com 20 milhões de kwanzas.
A EPAS, sendo uma empresa de gestão autónoma, depende exclusivamente dos pagamentos regulares dos consumidores para garantir o seu funcionamento pleno.
A falta de receitas tem comprometido não apenas o pagamento dos salários dos 68 funcionários, mas também a aquisição de produtos químicos essenciais para o tratamento da água, como sulfato de alumínio e hidróxido de sódio. Esta situação coloca em risco o abastecimento de água potável em partes da cidade do Luena.
Para mitigar a crise, a EPAS está a implementar um plano de cobrança direta, que inclui cortes coercivos e negociações com os clientes para amortização da dívida de forma faseada.
O gestor apelou à população para regularizar as suas dívidas, destacando que a continuidade dos serviços depende da colaboração de todos.
A situação actual evidencia a necessidade urgente de medidas eficazes para garantir a sustentabilidade financeira da EPAS e a continuidade dos serviços essenciais à população do Moxico.