A Selecção Nacional de futebol voltou ontem ao trabalho no Estádio Nacional 11 de Novembro, com o pensamento focado na recepção a Cabo Verde, agendada para terça-feira, depois do empate a uma bola com a Líbia.
Ao contrário do que se poderia esperar, a equipa técnica dos Palancas Negras, liderada por Pedro Gonçalves, decidiu não conceder descanso ao grupo e optou por uma sessão de recuperação física e psicológica, aspecto essencial após um jogo exigente e uma desgastante deslocação ao terreno do adversário.
Hoje, os trabalhos evoluem para uma vertente mais técnica e táctica, ajuste da estratégia a utilizar diante da selecção cabo-verdiana, líder do Grupo D com 10 pontos, três a mais do que Angola. Com o objectivo claro de somar os três pontos, Angola afina os últimos detalhes para um embate decisivo na luta pela qualificação.
A sessão de ontem ficou marcada pela integração do extremo André Vidigal, que já se encontra no país desde segunda-feira.
O atleta do Stoke City não seguiu para a Líbia devido à questão burocrática ligada à documentação pessoal (nacionalidade angolana). Com a solução, está à disposição de Pedro Gonçalves para o embate com Cabo Verde.
Manuel Benson, que saiu lesionado durante o jogo com a Líbia após uma entrada dura do capitão adversário, esteve ausente do treino e permaneceu no hotel a realizar sessões de recuperação personalizadas, segundo Arlindo Macedo, Media Officer da Federação Angolana de Futebol (FAF).
Outro ausente foi o lateral-direito Clinton Mata, que se queixou de dores musculares e ficou em repouso sob acompanhamento de perto do departamento médico.
O capitão dos Palancas Negras e autor do golo do empate diante da Líbia, Fredy, falou à imprensa e reconheceu o desgaste do grupo. Contudo, garantiu que a equipa está focada na recuperação e na conquista de um resultado positivo no jogo com os Tubarões Azuis.
“Sabíamos que seria difícil jogar na casa do adversário. Felizmente, o que se passou lá foi visto por toda a gente. Continuamos motivados para a nossa caminhada e não podemos perder o nosso foco. Foi um ponto conquistado que nos pode valer a qualificação no final da campanha”, sublinhou o jogador.
O seleccionador Pedro Gonçalves classificou o jogo com a Líbia como muito exigente, tanto do ponto de vista físico como emocional. O treinador português, de 49 anos, destacou a hostilidade no ambiente criado pelos adversários. No seu entender, não favorece o futebol africano.
“Quero valorizar o comportamento dos jogadores. Entrámos para ganhar o jogo e, desde cedo, mostrámos determinação e vontade. É verdade que os primeiros minutos foram de adaptação ao ambiente do recinto, mas, fora disso, fomos a equipa que comandou o jogo e criou oportunidades flagrantes de golo”, frisou o técnico.
Gonçalves explicou ainda que o treino de ontem foi repartido em grupos. Os jogadores com mais minutos em campo realizaram um trabalho de recuperação, enquanto os restantes se dedicaram a exercícios mais intensos para manter o equilíbrio físico e táctico do grupo.
Selecção Caboverdiana já está em solo angolano
A selecção de Cabo Verde chegou a Luanda na manhã de ontem e inicia hoje os treinos no Campo da Glória, na Academia de Futebol de Angola (AFA). Os cabo-verdianos só devem fazer o reconhecimento do relvado do Estádio 11 de Novembro na segunda-feira, na véspera do jogo.