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Interclube volta a sorrir à mão de novo treinador

Interclube volta a sorrir à mão do novo treinador

Posted on Março 19, 2025

Duas eficazes porretadas do meio da rua tornaram perfeita a estreia de Roque Sapiri no comando técnico do Interclube. A vitória de dois a zero sobre o Desportivo da Huíla foi sem espinhas. Os três pontos foram ao encontro da única equipa que jogou com fome de ganhar. Por isso, juntou o útil ao agradável na estreia do novo treinador, para voltar a sorrir com o triunfo, longas quatro jornadas depois.

Um curto intervalo de cinco minutos chegou e bastou para os polícias resolverem o jogo fardado. Se no tiro de Caica o guarda-redes Ndulo ficou muito feio na fotografia aos 56 minutos, porque esboçou a defesa quando a bola já tinha o carimbo do golo, o mesmo não se pode dizer no engavetado remate de Moisés, que disparou cruzado sem dar hipóteses de defesa ao Nº. 1 contrário!

Antes destes dois pontos altos do desafio, havia muita transpiração no relvado, mas muito pouca inspiração, em parte por que os militares não aceitaram mostrar os passes aos polícias. É verdade, não havia um claro domínio caseiro, contudo estava bem patente a vontade de mostrar de imediato serviço para ganhar a aprovação do recém-chegado treinador, que ontem teve, pela primeira vez, a oportunidade de ver na prática os alicerces que lançou no pouco tempo de trabalho.

Os militares caíram na tentação de desperdiçar tempo precioso para aguardar pelas informações do reconhecimento, mas foi esta indefinição que acabou por lhes prejudicar quando tentaram correr atrás do prejuízo. Além de falta de tempo, encontraram os polícias cheios de confiança, porque estavam a jogar em nome da lei, com muita eficiência, sobretudo nas tarefas defensivas.

Polícias e militares correram muito na etapa inicial, até parecia que estavam envolvidos num teste de resistência física para dissipar dúvidas sobre quem era o mais forte. A intenção de marcar estava presente, mas os atletas, sem discernimento para achar o caminho do golo, apanharam da bola.

O intervalo mudou muita coisa na atitude competitiva do Interclube, pois, seria duro demais escrever que teve a estrelinha da sorte, já que o golo inaugural de Caica foi causa e efeito, uma clara jogada de ataque com a participação de vários jogadores, um dos quais, Boiado, optou pela solução individual para desbaratar a defesa, antes de fazer a assistência para o 1-0.

Quem esperou pela reacção do Desportivo da Huíla teve de render-se aos factos, pois, o gás lacrimogéneo usado pelos polícias deixou os militares sem hipóteses de impedir o duplicado do golo, com Moisés a iludir um adversário antes de confirmar o excelente momento por que a equipa passava em campo.

Com a mão claramente na massa, o Interclube leu bem os sinais evidentes no relvado; tinha o controlo do jogo, mas não viu no Desportivo da Huíla nem revoltado nem com argumentos de reagir para primeiro descontar e depois empatar.

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