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PGR intensifica investigação contra Eugénio Laborinho

PGR intensifica investigação contra Eugénio Laborinho

Posted on Março 10, 2025

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi instada a acelerar as investigações sobre eventuais actividades ilícitas envolvendo o ex-ministro do Interior, Eugénio César Laborinho.

A decisão surge, segundo o Club-K, após a recolha de novos elementos que poderão comprometer a actuação do antigo governante, especialmente no que diz respeito a alegadas irregularidades no Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

Até Outubro de 2024, Laborinho liderou o Ministério do Interior, sendo posteriormente substituído por Manuel Gomes da Conceição Homem.

Com a sua exoneração, também foram afastados os directores-gerais do Serviço de Investigação Criminal e do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), num processo que, segundo fontes, estaria relacionado com suspeitas de corrupção e abuso de poder.

Inicialmente, a sua gestão estava associada ao contrabando de combustível, mas as investigações alargaram-se a acusações de recrutamento irregular de funcionários no SME, prática que resultou em afastamentos e detenções dentro da instituição.

Durante as diligências, declarações de detidos implicaram directamente o antigo ministro, colocando-o no centro do escândalo.

Entretanto, fontes indicam que, nas últimas semanas, as autoridades terão abrandado as investigações ao SME após a descoberta de que vários pedidos de recrutamento irregular partiram de membros do próprio regime.

Relatos sugerem que o gabinete da vice-Presidente da República, Esperança Maria Eduardo Francisco da Costa, terá solicitado a integração de cerca de 150 pessoas no curso do SME.

Pedidos semelhantes terão vindo do gabinete da antiga vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, e do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE), liderado pelo general Fernando Miala.

O general Eugénio Laborinho, até à sua exoneração, era considerado um dos mais fiéis colaboradores do Presidente João Lourenço, com quem mantinha uma relação de proximidade há cerca de 30 anos.

Ambos partilham interesses em negócios ligados ao sector mineiro, o que levanta questões sobre uma possível ligação entre as investigações da PGR e o envolvimento empresarial do ex-ministro.

Segundo fontes próximas do processo, a PGR recebeu novas directrizes para tratar o caso com prioridade e reunir, no prazo de três meses, provas que possam levar à responsabilização de Eugénio Laborinho.

No entanto, permanece incerto se as investigações irão abranger os negócios que o ex-ministro partilhava com figuras influentes do regime.

O desenrolar deste caso poderá marcar um novo capítulo na luta contra a corrupção em Angola, testando os limites da independência das instituições de justiça e da real determinação do Executivo em combater práticas ilícitas dentro da estrutura governamental.

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