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Trabalhadores da Embal acusam Sonangol de “má fé”, petrolífera nega responsabilidade

Trabalhadores da Embal acusam Sonangol de “má fé”, petrolífera nega responsabilidade

Posted on Março 6, 2025

Cerca de 76 trabalhadores da Embal, indústria de embalagens, empresa privada com capital público, acusam a Sonangol de “má fé” pela falta de pagamento dos seus salários e pensão de reforma desde Julho de 2016.

Segundo os trabalhadores, a Sonangol “está a arrastar o processo”, por alegadamente se recusar a vender a empresa para saldar a dívida dos trabalhadores, como acertado em várias negociações entre as partes. A assembleia geral de acionistas já chegou a tentar vender a totalidade da empresa à petrolífera pública, mas esta recusou-se a comprar os 70% dos outros 13 accionistas.

“A Sonangol está a agir de má fé, porque, quando se pensou em vender, disseram que não havia clientes e, ao invés de levar o caso ao Tribunal, decidimos fazer um anúncio no jornal com os nossos advogados”, conta Sebastião José, responsável da Comissão dos Trabalhadores da Embal. “Depois que pagamos o anúncio, os clientes apareceram e querem pagar, mas a Sonangol está a travar porque não assina a acta que permite a venda”, detalha, lamenta o facto de a empresa já ter perdido o seu valor de mercado por ter sido vandalizada. “Sabotaram as máquinas todas para fazer a empresa perder o seu valor, é tudo manobra da Sonangol”, acusa.

Ao Valor Económico, contam que a actividade da empresa foi suspensa no dia 1 de Abril de 2015, sem aviso prévio. Na altura, todos os trabalhadores foram impedidos de aceder às instalações da empresa e a equipa de segurança foi substituída por uma equipa da Sonangol. “Até os nossos bens pessoais como carros e outros não nos permitiram tirar e mandaram-nos para casa”, contam, acrescentando que tinham sido informados que a fábrica estaria a ser reestruturada e que depois seriam notificados. Depois de vários meses em casa, em Novembro de 2015 foram chamados pela Sonangol para receberem os salários de Abril a Dezembro desse ano. Ainda em Dezembro de 2015, o conselho de administração da Sonangol, liderado por Francisco de Lemos José Maria, escreveu para José Maria Botelho Vasconcelos, então Ministro dos Petróleos, fazendo-lhe saber que a Sonangol havia pago os salários dos trabalhadores da Embal com os seus recursos.

Fonte : Valor Económico

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