O sonho de “casa própria”, por parte do Petro de Luanda, já é uma realidade. O histórico Estádio Nacional da Cidadela Desportiva foi entregue ao conjunto do Eixo Viário. A questão foi esclarecida, recentemente, pelo ministro dos Recursos Naturais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo, durante a conferência de imprensa no âmbito das comemorações dos 49 anos da Sonangol.
“Foi uma estratégia inteligente. Em vez de apenas reformar e devolver ao Estado, o estádio ficará com o clube, que vai dar o uso que ele merece. A questão da Cidadela não é económica. A Sonangol tem um clube, o Petro Atlético” aferiu.
O governante sustentou as razões de se apropriar do empreendimento desportivo: “O Petro Atlético tinha um projecto de construir a sua própria infra-estrutura. O Governo pediu à Sonangol, no âmbito dos seus projectos sociais, que cuidasse da Cidadela. O que nós fizemos foi juntar o útil ao agradável. O Petro precisava de instalações e nós pedimos ao Governo que transferisse a concessão para a Sonangol, que, por sua vez, a passará para o Petro. Resolvemos o problema no âmbito dos projectos sociais”.
O presidente do emblema do Catetão, Tomás Faria, olha para a infra-estrutura como um verdadeiro poço de petróleo a explorar: “O Petro de Luanda pensa de forma moderna, buscando soluções que não se tornem apenas um bem que gere despesas. Por isso, o clube planeia um activo que seja auto-sustentável”.
Para conferir a captação de receitas, o gestor assegurou o modelo: “Pensamos em um complexo que funcione como um shopping, um espaço onde haja actividades diárias. Assim, as pessoas poderão ir lá não apenas para eventos desportivos, mas, também, para cortar o cabelo, comprar medicamentos, adquirir alimentos e usufruir de outros serviços e benefícios disponíveis no local”.
O Estádio da Cidadela foi inaugurado em 1972 como um empreendimento polidesportivo e é considerado a catedral do desporto angolano, por acolher alguns dos eventos mais importantes da Nação angolana.
Reza a história que foi propriedade do Futebol Clube de Luanda até à Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975, e foi nacionalizado para o uso público.
Em 1981, foi palco dos II Jogos da África Central, competição que reuniu oito modalidades. Depois acolheu os Afrobasket de 1989, 1999 e 2007, CAN de andebol de 1985, 2008 e 2016 e outros eventos.