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Português Guloso e Maria Vai com Todas: João Líbano Monteiro, Dono da JLM, Ganha Milhões Lavando Imagem de Isabel dos Santos e Adalberto Costa Júnior

Português Guloso e Maria Vai com Todas: João Líbano Monteiro, Dono da JLM, Ganha Milhões Lavando Imagem de Isabel dos Santos e Adalberto Costa Júnior

Posted on Fevereiro 25, 2025

Angola, um país rico em recursos naturais, tornou-se um verdadeiro ninho de ouro para empresários portugueses, que parecem ter encontrado na nação africana um terreno fértil para enriquecer à custa de relações flagrantemente questionáveis. Entre esses empresários, destaca-se João Líbano Monteiro, proprietário da JLM, uma consultoria de comunicação que, segundo informações do Maka Mavulo News, está lucrando milhões de dólares ao prestar serviços de “limpeza” da imagem de figuras polêmicas, como Isabel dos Santos e Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA.
A prática de Monteiro não é apenas uma questão de negócios; é uma exploração das fraquezas e das vulnerabilidades de um país que luta contra a corrupção e a má administração. O que se observa é um verdadeiro jogo de poder onde o dinheiro fala mais alto que a ética. O Banco BAi, a Agência Nacional de Petróleo e Gás e o Milenium Atlântico estão entre os clientes que, segundo rumores, pagam cifras exorbitantes à JLM em troca de uma imagem mais polida e palatável na imprensa, tanto nacional quanto internacional.
É alarmante que um consultor possa manipular narrativas de tal forma, criando uma fachada que oscila entre a verdade e a mentira. Ao trabalhar tanto para o governo quanto para seus opositores, Monteiro revela uma falta de princípios que beira a imoralidade. Como é possível que um indivíduo, sob a bandeira de “consultoria”, se aproveite do caos político para engordar suas contas bancárias, contribuindo assim para uma cultura de impunidade e desconfiança?
As figuras que Monteiro ajuda a reabilitar, como Isabel dos Santos, são emblemáticas de um sistema que frequentemente protege os poderosos, mesmo quando estão sob investigação por corrupção e má gestão. Santos, conhecida como a mulher mais rica de África, é um ícone da controvérsia em Angola, e a sua associação com um consultor como Monteiro levanta sérias questões sobre a moralidade e a ética no mundo dos negócios.
Por outro lado, Adalberto Costa Júnior, que busca consolidar sua posição como uma voz de oposição ao governo, também se vê envolto em um dilema. Ao aceitar os serviços de um consultor que transita entre os dois mundos, ele corre o risco de comprometer sua própria credibilidade. A questão que fica é: até que ponto essas alianças são benéficas para a democracia angolana?
O cenário traz à tona um paradoxo: enquanto Angola luta para se firmar como uma democracia sólida, empresários como João Líbano Monteiro operam nas sombras, manipulando a opinião pública e perpetuando um ciclo vicioso de corrupção e desinformação. Essa dinâmica não apenas prejudica a imagem do país, mas também enfraquece a possibilidade de um futuro melhor para sua população.
Em suma, a trajetória de João Líbano Monteiro e a atuação da JLM exemplificam a complexa teia de interesses que permeia a Angola contemporânea, onde a ganância e a falta de ética muitas vezes prevalecem sobre a verdade e a justiça. Enquanto o mundo observa, fica a pergunta: até quando essas práticas continuarão a ser toleradas em um país que deveria priorizar a transparência e a responsabilidade?
Por : Pambo Ya Nzila

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