Amnistia Internacional pede libertação de ativista angolano General Nila
“Passados 250 dias desde o tiroteio contra o General Nila e a sua subsequente detenção, as autoridades angolanas não apresentaram provas credíveis contra ele”, disse o diretor regional da Amnistia Internacional (AI) para a África Oriental e Austral, Tigere Chagutah.
Tigere Chagutah afirmou que o caso do presidente da UNTRA, organização da sociedade civil, “ilustra a repressão crescente das autoridades angolanas contra ativistas”, que castiga e silencia “a dissidência com impunidade”.
Nos últimos anos, Serrote José de Oliveira, conhecido por General Nila, tem sido uma voz contra a injustiça em Angola, organizando manifestações pacíficas e defendendo a libertação de ativistas detidos arbitrariamente.
O líder da UNTRA foi detido várias vezes durante manifestações pacíficas em resposta ao aumento dos preços dos combustíveis e dos custos de transporte.
Desde a sua detenção, o seu caso tem-se caraterizado por falta de transparência quanto à base jurídica para a sua detenção prolongada, suscitando preocupações quanto à sua detenção arbitrária.
Os ativistas Osvaldo Caholo, Serrote José de Oliveira “General Nila”, André Miranda, Kiluanje Lourenço, Buka Tanda, Gonçalves Frederico “Fredy” e Soba Príncipe são considerados “presos políticos” por membros da sociedade civil.
