MANIFESTO DE REPÚDIO E INDIGNAÇÃO COLETIVA FAMÍLIA, FUNCIONÁRIOS E BENEFICIÁRIOS DA BARRACA NATURA

MANIFESTO DE REPÚDIO E INDIGNAÇÃO COLETIVA FAMÍLIA, FUNCIONÁRIOS E BENEFICIÁRIOS DA BARRACA NATURA.
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Manifesto de Repúdio: Comunidade denuncia alegado esbulho e perseguição na Marginal de Luanda

Redação | Luanda — Atualizado em tempo real

Família, funcionários e beneficiários da Barraca Natura tornaram público um manifesto de indignação, denunciando alegadas ações de esbulho, perseguição institucional e uso de força policial contra o projeto, ativo desde 2021 na Marginal de Luanda.

Gestão sob contestação

Segundo o manifesto, a atuação da administradora municipal, Milca Casseque, é descrita como marcada por decisões controversas e por um alegado padrão de prepotência. Os signatários afirmam que a gestão tem sido acompanhada por tensões constantes com a comunidade empresarial e com cidadãos locais.

O documento também aponta para comportamentos considerados inadequados ao exercício de funções públicas, alegando episódios de linguagem imprópria e falta de diálogo institucional.

Alegações de execução indireta de ordens

Os denunciantes acusam ainda a administração de atuar através de intermediários, identificando o administrador adjunto Cláudio Revelas e outros responsáveis como executores de decisões que consideram ilegítimas.

Em causa está um contrato celebrado em dezembro de 2025, com validade de dois anos, que, segundo os responsáveis da Barraca Natura, garante o direito legal de exploração do espaço.

Intervenção de 24 de março gera controvérsia

O ponto mais crítico do manifesto refere-se aos acontecimentos de 24 de março, quando, de acordo com o relato, forças policiais e fiscais terão removido bens do local, incluindo equipamentos, mobiliário e estruturas de lazer.

A ação é descrita como desproporcional e orientada para beneficiar terceiros, alegadamente sem ligação prévia ao investimento ou manutenção do espaço.

Impacto social e económico

A Barraca Natura sustenta mais de 80 trabalhadores, cuja estabilidade financeira, segundo o documento, está agora em risco.

Além disso, frequentadores do espaço — incluindo famílias e crianças — são apontados como afetados diretos pela situação, que compromete um dos pontos de lazer comunitário da Marginal.

Os signatários exigem a reposição imediata dos bens retirados e o cumprimento do contrato em vigor, defendendo que o Estado deve atuar com base na legalidade e no respeito pelos direitos adquiridos.

Até ao momento, não houve resposta oficial pública por parte da administração municipal relativamente às acusações apresentadas.

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