O Ministro e as Promessas Vazias que Custam a Credibilidade de Angola
A permanência de Angola na “lista cinzenta” do GAFI um ano após as promessas altissonantes de José de Lima Massano levanta uma questão institucional grave: estará o Ministro de Estado a enganar o Presidente João Lourenço (JLo) sobre a real capacidade do Governo de reformar a economia e as finanças do país?
Massano assegurou, com pompa e circunstância, que a retirada da lista seria um processo rápido, prometendo a JLo e à Nação um regresso à normalidade internacional, onde Angola seria vista como um país estável, seguro para investimento e com rigoroso controlo sobre o branqueamento de capitais.
O Furo da Realidade:
Enquanto JLo prometia uma nova era de combate à corrupção e transparência económica, o falhanço no GAFI sugere que a narrativa otimista de Massano não se baseava em resultados concretos, mas sim em “falsas promessas”.
A verdade é que as deficiências estratégicas persistem. Os seis pontos cruciais do plano de ação do GAFI foram ignorados, as bases de dados de beneficiários efetivos continuam inacessíveis, e a supervisão é fraca. Estes fracassos não são acidentais; são um reflexo de uma alegada falta de vontade em executar as reformas, que é encoberta pelo discurso ribombante do Ministro.
Massano poderá ter vendido a João Lourenço a ilusão de um “milagre económico” rápido e fácil, subestimando os desafios e, mais grave, a resistência da “oligarquia predadora”.
O resultado é claro: o Presidente, aparentemente confiando nas garantias do seu Ministro, vê a reputação internacional de Angola abalada, perdendo oportunidades de investimento e enfrentando a suspeita de que a economia está longe de ser estável.
O fracasso do GAFI é o fracasso da estratégia de Massano. Resta saber até quando o Presidente será enganado por promessas que não se transformam em resultados verificáveis.
Makamavulo News: A verdade é que a confiança internacional não se conquista com discursos. Exigimos resultados.
Fonte:Makamavulo News