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A Advertência de Marrocos: Um Recado Urgente aos Corruptos de Angola “Geração Z”

A Advertência de Marrocos: Um Recado Urgente aos Corruptos de Angola “Geração Z”

Posted on Outubro 3, 2025

em Angola se normaliza a notícia de mais um desvio de milhares de milhões, de mais um contrato público entregue a um círculo fechado de poder, ou de mais um “intocável” que opera acima da lei, a milhares de quilómetros, em Marrocos, a juventude envia um recado que deveria ecoar com urgência nos palácios e gabinetes de Luanda.Este fim de semana, a “Geração Z” marroquina, jovens organizados fora das estruturas tradicionais através de plataformas digitais, saiu à rua. A sua exigência não era por poder, mas por dignidade. O gatilho foi a morte de oito grávidas num hospital público, mas a chama foi alimentada pela pobreza, pelo desemprego e pela visão de uma minoria que “continua a açambarcar as riquezas”. O seu grito, “Não queremos o Campeonato do Mundo, queremos cuidados de saúde”, é uma bofetada de luva branca em todos os regimes que priorizam a propaganda e o luxo de poucos em detrimento do bem-estar de muitos.Esta é a advertência que os corruptos de Angola, entrincheirados na sua arrogância e protegidos por uma teia de cumplicidade, se recusam a ouvir.Enquanto a juventude marroquina rejeita um megaevento desportivo em troca de hospitais, como pode a elite angolana justificar a VIVA Seguros, liderada pelo esposo da Ministra das Finanças, abocanhar contratos de 4 mil milhões de kwanzas com o Estado, enquanto a mesma empresa e o seu líder são associados a um esquema de desvio de mais 7 mil milhões da AGT?Enquanto os jovens em Rabat e Casablanca enfrentam a polícia por uma educação decente, como podem os “barões da construção”, como Óscar Tito Fernandes, continuar a beneficiar de contratos de mais de 20 mil milhões de kwanzas, sob o manto protetor de figuras como Edeltrudes Costa, sem que haja consequências?A lição de Marrocos é clara: a paciência tem um limite. A crença na impunidade eterna é uma ilusão perigosa. A juventude de hoje, a “Geração Z”, está globalmente conectada, partilha as mesmas frustrações e tem novas ferramentas para se organizar. O silêncio e a aparente apatia do povo angolano não devem ser confundidos com consentimento perpétuo. São brasas que ardem sob uma camada de cinzas de cansaço e medo.Aos que hoje se sentem “intocáveis”, que usam bancos como o Yetu para esquemas fraudulentos, que desviam fundos da Sonangol, que se apropriam dos recursos da AGT e que vivem do tráfico de influências: olhem para Marrocos. A história ensina que regimes surdos à voz do povo acabam por ouvir o barulho da sua queda.A advertência está dada. A pergunta que fica no ar não é se a paciência do povo angolano vai esgotar-se, mas sim quando. E nesse dia, não haverá offshore, nem passaporte dourado, nem proteção política que sirva de esconderijo.

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