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Gestores do Banco Yetu roubam quase meio bilião de kwanzas da Sonangol

Gestores do Banco Yetu roubam quase meio bilião de kwanzas da Sonangol

Posted on Agosto 21, 2025

Um grupo de cinco gestores e colaboradores do Banco Yetu está a ser acusado de desviar mais de 475 milhões de kwanzas da conta da Sonangol, num esquema fraudulento que, segundo denúncias, expõe fragilidades graves no sistema bancário angolano.

O caso, revelado pelo perito judicial e especialista forense Sabalo Salazar, encontra-se sob investigação do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e já resultou em exonerações e suspensões internas.

De acordo com as informações avançadas, a operação criminosa foi liderada por Telma Nascimento, ex-funcionária do BIC e do Atlântico BCS, que integrava a equipa do Centro de Empresa do Banco Yetu.

Ao lado dela, foram identificados como implicados Janete Mingas, Fernando Demba, Gaspar Mendes de Carvalho e António Suculate.

O grupo terá montado um esquema para transferir indevidamente fundos da petrolífera estatal, tendo sido desmantelado apenas após a segunda tentativa de execução.

O Banco Yetu confirmou a suspensão de colaboradores e a exoneração da diretora do Centro de Empresa de Talatona, enquanto alguns dos acusados encontram-se sob Termo de Identidade e Residência (TIR) e outros foragidos.

As denúncias indicam ainda que os Centros de Empresa do banco se transformaram em núcleos de práticas ilícitas, incluindo manipulação do mercado cambial, concessão de créditos a empresas fictícias e suborno a clientes.

O episódio reacende preocupações sobre a supervisão do Banco Nacional de Angola (BNA), que tem sido pressionado a intervir com maior rigor para salvaguardar a confiança no sistema financeiro.

Nos últimos anos, o Banco Yetu tem acumulado resultados negativos e denúncias de má gestão, incluindo o alegado desvio de mais de 10 milhões de dólares através de créditos fraudulentos. Para críticos, a sucessão de escândalos fragiliza a credibilidade da instituição, deixando clientes e parceiros em estado de alerta.

Enquanto o processo segue em investigação no SIC Geral, os acusados enfrentam suspeitas de associação criminosa, burla qualificada e desvio de fundos de uma das maiores empresas públicas do país

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