O promotor de eventos e DJ angolano Nelson Suel Figueiredo de Oliveira, conhecido artisticamente por Nelson Swel, faleceu no sábado, 15 de Junho, na Clínica Girassol, em Luanda, após quase um mês internado em estado crítico.
A vítima, de 34 anos, não resistiu aos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo sofridos no passado dia 21 de Maio, junto à sua residência, no município da Maianga.
Segundo informações apuradas pelo Imparcial Press, Nelson foi alvejado no abdómen por dois indivíduos não identificados que o seguiam numa motorizada, quando regressava a casa depois de sair para comprar comida.
Familiares da vítima acreditam que o crime tenha sido premeditado e possivelmente motivado por desavenças de natureza amorosa.
De acordo com testemunhos, o incidente teve origem numa festa organizada por Nelson em homenagem à sua companheira, Natioreth Brito. Durante o evento, terá descoberto que outro suposto namorado da jovem também estava presente.
O encontro inesperado dos dois rivais resultou em tensão e agressões físicas. Nelson teria atingido o outro jovem com um golpe na cabeça. Apesar de pedidos de desculpas feitos pelas famílias, a rivalidade não foi superada.
Dias depois, Nelson seria baleado à queima-roupa, num ataque que a sua família acredita ter sido encomendado. A Polícia Nacional já está a investigar o caso, procurando identificar os autores materiais e eventuais mandantes do homicídio.
Nelson Swel era uma figura conhecida no circuito da vida noturna de Luanda. Membro do grupo Executivos, também era responsável pela produção de eventos na discoteca Dejavu (antiga Docks), tendo ganho notoriedade com o tema “Não Tenhas Medo”.
Descrito por familiares como uma pessoa tranquila e trabalhadora, Nelson residia na Maianga há pouco mais de um ano com a companheira, após o término de um relacionamento anterior.
A Polícia Nacional confirmou a abertura de um inquérito e encontra-se a recolher elementos junto a familiares, vizinhos e amigos da vítima. Até ao momento, não foram feitas detenções, mas as autoridades dizem estar a trabalhar com base em “indícios relevantes”.