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Angola: CEO do Heran Group sob investigação por suspeitas de branqueamento de capitais

Angola: CEO do Heran Group sob investigação por suspeitas de branqueamento de capitais

Posted on Maio 28, 2025

As autoridades angolanas estão a investigar o cidadão eritreu Isayas Desale Berhe, de 47 anos, naturalizado na Antígua e Barbuda, por suspeitas de envolvimento em crimes de branqueamento de capitais, lavagem de dinheiro e fuga ao fiscal, segundo avançou o portal Na Mira do Crime.

Isayas Berhe é responsável por várias empresas a operar em Angola, algumas das quais em situação de falência. Segundo o referido portal, o mesmo está também sob investigação pelas autoridades do Quénia e do Sudão do Sul.

Em Angola, o empresário que também é CEO do Heran Group chamou a atenção após receber um crédito de cerca de 11 milhões de dólares do banco BAI, destinado a um suposto investimento agrícola através da empresa Kaheel Agriculture Machinery LDA.

Contudo, dias após a obtenção do crédito, os fundos foram distribuídos por várias contas bancárias, algumas domiciliadas no estrangeiro.

Documentos indicam que, mesmo após a sua saída do país, em 1 de Maio de 2025, com destino ao Dubai, Isayas Berhe continuou a movimentar centenas de milhões de kwanzas através do BAI-DIRECT, utilizando o IBAN 004000001064848710171.

As autoridades suspeitam que parte dessas transacções tenha sido direcionada para carteiras de criptomoedas, uma prática comum entre empresários estrangeiros em Angola para retirar valores do país de forma ilícita.

A Administração Geral Tributária (AGT) recebeu uma denúncia formal sobre o caso, registada sob o número TBMD86. A denúncia aponta para a emissão de facturas falsas por parte das empresas de Isayas Berhe, bem como dívidas contraídas junto de fornecedores e trabalhadores angolanos.

O empresário terá abandonado o hotel EPIC SANA, onde estava hospedado, mudando-se para um condomínio no município de Talatona.

As autoridades estão também a investigar a possível venda de bens pertencentes a Berhe em Angola, incluindo propriedades no município de Viana e terrenos na província do Uíge, que poderiam estar a ser utilizados como garantias para a obtenção de novos créditos bancários.

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