Skip to content
folha de Luanda
Menu
  • SOBRE NÓS
    • POLITICA DE PRIVACIDADE – FOLHA DE LUANDA
  • OPINIÃO
  • NACIONAL
  • CULTURA E TURISMO
  • ECONOMIA E FINANÇAS
  • DESPORTO
  • CORRUPÇÃO
  • INTERNACIONAL
Menu
Vera Daves confirmou que serão feitos mais cortes nos subsídios aos combustíveis

Vera Daves confirmou que serão feitos mais cortes nos subsídios aos combustíveis

Posted on Abril 27, 2025

A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, confirmou que serão feitos mais cortes nos subsídios aos combustíveis este ano, assumindo que esse é um “caminho que deve continuar”, embora a velocidade dependa de diversos factores.

Em entrevista à Lusa na sexta-feira em Washington, à margem das reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, Vera Daves justificou a continuidade da retirada dos subsídios aos combustíveis com a estimativa de poupanças significativas em resultado dessa remoção.

Os combustíveis em Angola são subvencionados pelo Estado, que tomou a decisão política de gradualmente ir retirando este apoio, seguindo as recomendações do FMI, o que ocorre desde 2023.

Face a medidas para mitigar esses efeitos sobre a economia e famílias angolanas, a ministra indicou que será dada continuidade aos planos em vigor, com mais um ciclo do Kwenda, um programa de apoio a famílias em situação de pobreza ou vulnerabilidade, com o suporte técnico e financeiro do Banco Mundial, ou mais apoio ao financiamento de iniciativas empresariais voltadas para a segurança alimentar.

Já em relação à velocidade de aplicação dos cortes aos subsídios, a ministra diz que dependerá da activação do novo ciclo do Kwenda, da disponibilidade de recursos e instrumentos financeiros para apoiar empresas e do comportamento da inflação em função do rumo da política monetária do Banco Nacional de Angola.

“O passo e a velocidade da reforma tem que ser feita necessariamente em diálogo estreito com o Banco Nacional de Angola por causa do impacto na inflação. […] Mas, efectivamente é um caminho que temos que seguir, porque se estimam muitas poupanças vindas dessa remoção”, salientou a ministra.

A ministra admitiu ainda a possibilidade de retificar o Orçamento Geral do Estado tendo em conta a evolução dos preços dos combustíveis.

“Nós temos cenários sob análise: preço de 65 dólares (57 euros) o barril, preço de 55 dólares (48 euros), preço de 45 dólares (39,4 euros). Entendemos que até 55 dólares o barril […] ainda é possível gerir a situação e contamos fazê-lo. De forma continuada, preços abaixo dos 55 [dólares o barril] é que provavelmente iriam requerer uma revisão orçamental”, avaliou.

“Vamos observar. Temos as contas feitas, os números preparados. Enquanto formos capazes de gerir a situação apenas com cativações no lado da despesa de bens e serviços, nas despesas de capital, vamos gerir dessa forma. Se sentirmos que não é suficiente, porque durante demasiado tempo o preço ficou abaixo desse nível suportável, aí teríamos que avançar com o exercício de revisão orçamental”, acrescentou.

 

in Lusa

©2026 folha de Luanda | Design: Newspaperly WordPress Theme