Um grupo significativo de ex-militares das Forças Armadas Angolanas (FAA), actualmente integrados na Polícia Nacional de Angola (PNA), manifestou descontentamento quanto à não contagem do tempo de serviço prestado nas FAA para efeitos de progressão na carreira policial.
Em uma carta dirigida ao ministro do Interior, a que o Imparcial Press teve acesso, os ex-militares expressam preocupação com o fato de que, apesar de terem servido nas FAA entre 2007 e 2015, esse período não está sendo considerado na PNA.
Os mesmos argumentam que essa omissão contraria o artigo 44.º, nº 3, da Lei de Bases sobre a Organização e Funcionamento da Polícia Nacional de Angola, que estabelece que o tempo de serviço prestado no Ministério da Defesa deve ser contabilizado para os efetivos que transitam para a PNA.
A situação tem gerado frustração entre os ex-militares, que veem seus direitos adquiridos sendo desrespeitados. Eles solicitam uma revisão da política atual para garantir que o tempo de serviço nas FAA seja integralmente contado para efeitos de promoção e progressão na carreira na PNA.
O grupo espera que as autoridades competentes tomem medidas para corrigir essa situação e assegurar que os direitos dos ex-militares sejam respeitados, reconhecendo sua contribuição para a defesa e segurança do país.