As pequenas e médias empresas (PME’s) são o ‘motor’ da economia. Negligenciar esse pressuposto é como ‘atirar a toalha ao tapete’, como se diz no jargão popular, quando não se consegue determinado objectivo, por incapacidade. Ou seja, desconseguir o avanço económico desejado para localidades e, no nosso caso, para todo o país. Economistas cá da banda, muito se têm referido à necessidade de se potenciar este sector nevrálgico para catapultar o país na senda do desenvolvimento sustentável. Mas não está a ser fácil desde então. Não está a acontecer com a velocidade necessária.
Ou melhor, no papel aparece tudo muito bonito, mas daí para a prática há uma grande distância.
E exemplos disso são de empresas que, recrutadas para trabalharem nos projectos do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), porque os pagamentos não aconteceram em tempo oportuno, abriram falência.
E aqui, quem é apontado como prevaricador, é o Ministério das Finanças (MINFIN), que tem à testa, a jovem Vera D’Aves.
Portanto, o MINFIN está em falta já que, de ano para ano, a história do atraso nos pagamentos da dívida pública se repetem, o que também acaba por manchar a imagem do Presidente da República, João Lourenço, e do Governo.
Mais ainda, quando se diz que no MINFIM, os empresários que trabalharam para o Estado, fornecendo bens e serviços, para serem ressarcidos têm de largar uma ‘gasosa gorda’, sob pena de verem o dinheiro a que têm direito pelo ‘canudo’.
Se bem que também anda por ai muita desonestidade, de indivíduos que forjam facturas, para serem validades e pagas, o que deve ser combatido, energicamente, quem com honestidade trabalhou e serviu o Estado, deve ser pago na mesma proporção.
Os atrasos no pagamento de empresas só inviabilizam o bom desempenho da economia e não abonam a imagem de Angola aqui e além-fronteiras
Fonte : Jornal Pungo a Ndongo