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Os empresários que trabalham para o Estado, fornecendo bens e serviços, para serem pagos, têm de pagar “uma gasosa” ao intermediário

Os empresários que trabalham para o Estado, fornecendo bens e serviços, para serem pagos, têm de pagar “uma gasosa” ao intermediário

Posted on Abril 5, 2025

As pequenas e médias empresas (PME’s) são o ‘motor’ da economia. Negligenciar esse pressuposto é como ‘atirar a toalha ao tapete’, como se diz no jargão popular, quando não se consegue determinado objectivo, por incapacidade. Ou seja, desconseguir o avanço económico desejado para localidades e, no nosso caso, para todo o país. Economistas cá da banda, muito se têm referido à necessidade de se potenciar este sector nevrálgico para catapultar o país na senda do desenvolvimento sustentável. Mas não está a ser fácil desde então. Não está a acontecer com a velocidade necessária.

Ou melhor, no papel aparece tudo muito bonito, mas daí para a prática há uma grande distância.

E exemplos disso são de empresas que, recrutadas para trabalharem nos projectos do Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), porque os pagamentos não aconteceram em tempo oportuno, abriram falência.

E aqui, quem é apontado como prevaricador, é o Ministério das Finanças (MINFIN), que tem à testa, a jovem Vera D’Aves.

Portanto, o MINFIN está em falta já que, de ano para ano, a história do atraso nos pagamentos da dívida pública se repetem, o que também acaba por manchar a imagem do Presidente da República, João Lourenço, e do Governo.

Mais ainda, quando se diz que no MINFIM, os empresários que trabalharam para o Estado, fornecendo bens e serviços, para serem ressarcidos têm de largar uma ‘gasosa gorda’, sob pena de verem o dinheiro a que têm direito pelo ‘canudo’.

Se bem que também anda por ai muita desonestidade, de indivíduos que forjam facturas, para serem validades e pagas, o que deve ser combatido, energicamente, quem com honestidade trabalhou e serviu o Estado, deve ser pago na mesma proporção.

Os atrasos no pagamento de empresas só inviabilizam o bom desempenho da economia e não abonam a imagem de Angola aqui e além-fronteiras

Fonte : Jornal Pungo a Ndongo

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