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Escritores Roberto de Almeida e Abreu Paxe destacam percurso de Arnaldo Santos

Escritores Roberto de Almeida e Abreu Paxe destacam percurso de Arnaldo Santos

Posted on Março 10, 2025

O escritor e nacionalista Roberto de Almeida e o professor e crítico literário Abreu Paxe destacaram, domingo, em declarações ao Jornal de Angola, a singularidade do percurso literário de Arnaldo Santos, que completa 90 anos na sexta-feira.

Roberto de Almeida, que usa nas lides literárias o pseudónimo de Jofre Rocha, revelou que anseia que este “velho pau de imbondo siga pela vida por muitos mais anos, tal como aquelas árvores antigas do Kinaxixi”, o bairro que Arnaldo Santos eterniza na poesia, no conto e na crónica.

“Eu te saúdo, na qualidade de velho cabouqueiro das lides literárias, senhor de mente fértil donde brotaram contos, poemas e crónicas que merecidamente emolduram hoje os anais das letras angolanas”, expressou.

Para o professor Abreu Paxe, doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o momento serve para manifestar a sua profunda admiração e respeito por este grande da literatura, cuja obra é um legado inestimável para a cultura angolana e um exemplo para todos. Abreu Paxe espera que a sua vida continue a ser longa e feliz e que a sua obra continue a inspirar e encantar gerações vindouras.

“Um dos momentos marcantes na minha convivência com Arnaldo Santos foi quando ele me apresentou o seu livro “O Cesto de Katandu e outros contos”. Este livro é uma obra-prima da literatura angolana, por estar marcada com realinhamentos das oralidades literárias e outros aspectos cruciais das narrativas e do imaginário que nos cercam, e representa a essência da obra de Arnaldo Santos. A obra de Arnaldo Santos é um legado inestimável para a cultura angolana. É uma obra que nos convida a reflectir sobre as nossas práticas e formas de representação, a nossa história e o nosso futuro”, recordou este membro da União dos Escritores Angolanos.

Sobre o papel da literatura e do escritor no espaço social, Abreu Paxe disse que Arnaldo Santos tornou o bairro Kinaxixi num local de inspiração, onde as suas ruas, as suas casas, as suas gentes, os mitos, as lendas, os aromas, a paisagem da natureza, mais especificamente a lagoa do Kinaxixi, são elevadas de forma singular.

“Arnaldo Santos soube captar a essência do Kinaxixi e transformá-la em literatura ou mais especificamente nas propriedades de um texto literário. A sua obra é um testemunho valioso da função da literatura e dos escritores na sociedade, que nos convida a reflectir sobre as nossas práticas e formas de representação, a nossa história e o nosso futuro”, sublinhou.

Nascimento em 1935

Arnaldo Moreira dos Santos nasceu em Luanda, a 14 de Março de 1935. Na década de 1950 integrou o chamado “grupo da Cultura”. Colaborou em várias publicações periódicas luandenses entre as quais a revista Cultura, o Jornal de Angola, ABC e Mensagem. É membro fundador da União dos Escritores Angolanos.
Passou a infância e a adolescência no bairro Kinaxixi, topónimo que ocupa um lugar privilegiado na sua produção narrativa.

Poeta e prosador, a sua produção literária traduz-se nas obras de poesia Fuga (1960) e Poemas no Tempo (1977), pelos contos e novelas Quinaxixe (1965), A Boneca de Quilengues (1991), pela crónica Tempo de Munhungo (1968) e pelo romance A Casa Velha das Margens (1999). Publicou igualmente as obras O Vento que Desorienta o Caçador e O Mais-Velho Menino dos Pássaros. Em 2004, foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, o maior reconhecimento do Estado angolano no domínio da cultura.

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