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Kwanza Norte: Chuvas expõem precariedade das estradas de João Diogo

Kwanza Norte: Chuvas expõem precariedade das estradas de João Diogo

Posted on Março 10, 2025

As Chuvas, nas terras do Governador “Mixeiro”, João Diogo, voltaram a expor o grande problema das estradas no país: os muitos buracos e ravinas nas vias, que dificultam os acessos e o comércio.

Governo angolano disponibiliza todos anos nos seus orçamentos OGE, verba para intervir nas ravinas no país, que não passam do papel, outras províncias voltam a repetir as mesmas obras entre dois a quatro anos, é necessário um trabalho mais profundo para aumentar a qualidade das obras e evitar gastos excessivos dos cofres públicos.

Em Angola, com as chuvas que caem nos últimos meses, é cada vez mais evidente o perigo relativamente a infraestruturas que acolhem serviços públicos em zonas de risco, o que deixa muitos habitantes alarmados.

É o caso, por exemplo, do Kwanza Norte. De acordo com estimativas das autoridades, dos mais de 4.000 quilómetros de estradas na província, só 662 quilómetros estão asfaltados. A população enfrenta um drama.

Aumentam cada vez mais as reclamações de cidadãos sobre a falta de durabilidade dos projetos. Na província do Bengo, por exemplo, há uma estrada que quase todos os anos é alvo de uma intervenção, por causa dos buracos.
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Na sede da província angolana do Kwanza Norte, por exemplo, são várias as infraestruturas que podem desabar a qualquer momento.

Segundo o professor Nelson Domingos, que viaja permanentemente pelos 24km que ligam Quiculungo a Huyangombe, a estrada piora todos os dias, há mais de dez anos, apesar das promessas de reabilitação do Governo.

“É uma via em péssimas condições. Está completamente esburacada, com ravinas em todo lado. É um teto no inferno. Quando chove, nem conseguimos sair desabafou o professor “, queixa-se.

De N’Dalatando à capital de Malanje são 180 quilómetros de distância. A estrada aqui não está tão má como a descrita pelo professor Nelson Domingos, em Quiculungo. O problema em Malanje tem a ver sobretudo com outras vias – estradas secundárias e terciárias, mas não só.

O ativista cívico Hermenegildo André dá o exemplo do troço da EN140, que liga o Município de Kalandula a Keteku Kangola. São 150km difíceis: “É mais fácil ir a Luanda duas ou três vezes, e ainda terei troco, do que ir a este município.”

O ativista, residente em Kalandula, diz que, por falta de estradas em condições, as populações no interior da província têm perdido muitos recursos agrícolas, que apodrecem sem poderem ser escoados para outros pontos do país.

O problema das ravinas em Angola é antigo e não tem sido resolvido nas intervenções anteriores no país. Só na província do Cuando Cubango existem pelo menos 7 ravinas, ligação ao município do Kimbele e Milunga na Província do Uige com 11, Lunda Norte com 6 e de restante com 4 a 3 ravinas cada província, como é o caso do Kwanza Norte.

O Governo angolano disponibilizou perto de 100 mil milhões de Kwanzas, o equivalente a cerca de 181 milhões de euros, para intervir nas mais de 800 ravinas que existem no país.
Verba disponível

As ravinas colocam a vida de vários cidadãos em risco. O ministro das obras públicas, urbanismo e habitação, Carlos Alberto dos Santos, garantiu em março que há disponibilidade financeira para resolver o problema no âmbito do programa nacional de intervenção.

Segundo o responsável, tudo vai depender dos governos provinciais.

“Há dois meses o Presidente da República aprovou um programa de intervenção que contempla a nível nacional 742 ravinas com um orçamento de 96 mil milhões de kwanza que vai ser feita por fases”, salientou.
Porque é que as estradas não duram muito em Angola?

Dois problemas apontados com frequência são a má qualidade do material usado e a falta de estudos prévios. Em 2018, o então diretor-geral do Laboratório de Engenharia de Angola fez um alerta: “De nada vale reforçar as estradas em estado de degradação com mais uma camada de betão, quando a base já foi mal feita”, disse Rui Marques

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